AUTHOR: Marcos Oliveira
TITLE: 12/26/2004 11:09:01 PM
DATE: 12/26/2004 11:09:01 PM
CATEGORY: Nenhum
—–
BODY: Reflexo de lua
Nossa, tinha que ser assim tão linda?
Não seria tão mágico sem o sorriso...?
Beija.
Volta...?
E quem inventou a eternidade?
É verdade que são um só.
Nesses castanhos são um só.
Eternidade e amor.
Sonhos bobos e reflexos de lua.
Ah, minha deusa de prata...
Volta?
Não pergunte. Ou pergunte de novo.
Eu respondo que sou seu em castanhos.
Mas, volta...
Sonhe junto comigo...
Misture o vento com seu rosto.
Ah, linda... Não há nada mais bonito
Do que olhar em seus olhos
E me sentir infinito.
—–
——–
AUTHOR: Marcos Oliveira
TITLE: 12/22/2004 10:54:51 PM
DATE: 12/22/2004 10:54:51 PM
CATEGORY: Nenhum
—–
BODY: Três
Madrugada. Frio. Chuva. Luz. Janela. Branco. Poste. Nuvem. Céu. Estrela. Gota. Quarto. Cama. Rosto. Olhos. Frio. Cobertas. Chão. Chave. Porta. Silêncio. Luz. Quarto. Matheus. Porta. Frio. Varanda. Vento. Céu. Nuvem. Lua. Porta. Medo. Cama. Ela. Sono. Ela. Sonhos. Ela. Manhã. Olhos. Sol. Céu. Azul. Pardais. Eric Clapton. Olhos. Cama. Computador. Medo. Banheiro. Porta. Telefone. Papel. Pia. Telefone. Ela. Endereço. Mãos. Água. Voz. Banho. Espuma. Água. Toalha. Amarelo. Endereço. Porta. Quarto. Presente. Perfume. Janela. Medo. Mãe. Marcella. Escadas. Jão. Matheus. Sala. Árvore. Garagem. Portão. Rua. Amigos. Futebol. Céu. Nuvens. Chuva. Pai. Medo. Chuva. Casa. Portão. Mãe. Pai. TV. Escadas. Quarto. Computador. Janela. Céu. Aerosmith. Eric Clapton. Goo Goo Dolls. Foto. Ela. Medo. 15:00. Internet. ICQ. Gaveta. Presente. Moedas. Escadas. Portão. Rua. Choviscos. Nuvens. Carros. Pessoas. Papelaria. Pessoas. Natal. Cartões. Dúvida. Coração. Fogo. Moedas. Rua. Pôr-do-sol. Casa. Céu. Matheus. Escadas. Quarto. Presente. Banheiro. Banho. Medo. Espuma. Água. Janela. Amigos. Futebol. Espelho. Cordão. Telefone. Pai. Telefone. Samuel. Quarto. Cartão. Calça. Meia. Sapato. Cartão. Caneta. Amor. Camisa. Branca. Medo. Presente. Pai. Cartão. Escadas. Garagem. Céu. Estrelas. Lua. Carro. Pai. Mãe. Rua. Luz. Postes. Igreja. Praça. Lagoa. Pampulha. Luzes. Natal. Carros. Ônibus. Rádio. Silverchair. Miss you Love. Natal. Lua. Escola. Ladeiras. Prédio. Samuel. Medo. Pai. Mãe. Samuel. Ruas. Céu. Estrelas. Samuel. Risos. Medo. Endereço. Ela. Calafrio. Pai. Mãe. Celular. Presente. Cartão. Ruas. Árvores. Lembranças. Pai. Borboletas. Casa. Luzes. Música. Medo. Samuel. Pai. Freio. Ré. Manobra. Medo. Borboletas. Porta. Pai. Mãe. Dinheiro. Calçada. Céu. Lua. Portão. Samuel. Degrau. Pessoas. Ela. Ela. Ela. Preto. Vermelho. Passos. Abraço. Palavras. Voz. Olhos. Timidez. Borboletas. Borboletas. Amigas. Samuel. Sala. Parentes. Espelho. Ela. Ela. Quarto. Ela. Amigas. Refrigerante. Samuel. Música. Perfumes. Ela. Linda. Churrasco. Céu. Lua. Samuel. Primos. Conversas. Sorrisos. Ela. Olhares. Confusão. Ela. Choro. Dúvida. Parabéns. Bolo. Amiga. Conversa. Samuel. Sala. Ela. Sofá. Pessoas. Garagem. Conversa. Amigas. Ela. Sala. Conversa. Celular. Pai. Samuel. Saída. Amigas. Enrola. Ela. Amigas. Samuel. Risos. Céu. Mãos. Olhos. Linda. Ela. Voz. Desculpas. Sorrisos. Enrola. Vontades. Ela. Celular. Ela. Samuel. Portão. Céu. Despedida. Carro. Pai. Abraço. Voz. Despedida. Carro. Pai. Mãe. Presentes. Samuel. Borboletas. Borboletas. Estrelas. Nuvens. Lua. Ruas. Silêncio. Ladeiras. Prédio. Samuel. Despedida. Abraço. Carro. Pai. Perguntas. Ela. Perguntas. Luzes. Ruas. Casa. Portão. Garagem. Porta. Cozinha. Cesta. Natal. Vinhos. Nozes. Sono. Pai. Mãe. Escadas. Ela. Ela. Perfume. Lembranças. Ela. Porta. Varanda. Céu. Estrelas. Nuvens. Nuvens. Lua. Luzes. Postes. Cidade. Horizonte. Saudade. Luzes. Natal. Sono. Quarto. Camisa. Branca. Nova. Celular. Mensagem. Cama. Cobertas. Janela. Luz. Poste. Choviscos. Vento. Frio. Olhos. Sorrisos. Perfume. Lembranças. Ela. Sonhos Ela. Ela. Ela.
—–
——–
AUTHOR: Marcos Oliveira
TITLE: 12/17/2004 10:31:27 AM
DATE: 12/17/2004 10:31:27 AM
CATEGORY: Nenhum
—–
BODY: Bobos sonhos são
Quando o sonho guardado,
Escondido ou mal-acabado volta sem pedir licença,
É hora de matá-lo.
Não pestaneje, muito menos se acanhe.
Mate.
Porque é assim, meu castanho.
Não vale mais a pena
Desamassar ou polir.
Triplo de coração.
Quando o sonho bonito,
Lindo ou púrpura volta sem pedir licença,
É hora de trocá-lo.
Não pense duas vezes.
Mude.
Foi-se a época dos tratos eternos.
Quando sonhos voltam não valem mais.
Se voltam, é porque foram.
Não deviam.
Mate ou mude.
Bobo que eu fui, castanho.
Sonhos...
Assista, então, de camarote.
É inevitável agora
O começo do fim do recomeço.
—–
——–
AUTHOR: Marcos Oliveira
TITLE: 12/13/2004 05:36:46 PM
DATE: 12/13/2004 05:36:46 PM
CATEGORY: Nenhum
—–
BODY: Olhos castanhos e alma de poeta
(mais subjetivismo ao som de All Star)
Subjetivo. Subjetivo mesmo. Ótima válvula de escape. Porque eu escutei aquela música hoje. Porque eu olhei para as estrelas atrás das nuvens e vi a folha vermelha da bandeira. Mas não vai ser triste. Aqui é mais raiva do que tristeza. É paixão por ser assim, ostentado por olhos castanhos. Era para combinar com o branco do resto se não fosse pelas curvas há muito conhecidas. Curvas de beijos avassaladores e destruição de almas em piscar de olhos. Gritos mudos que ecoam e refratam as imagens que de tão perto parecem mais dentro do que fora. Longe de sonhos. Onde estão os sonhos? Os meus, onde estão?
Quem diria que um dia ela sumiria e só deixaria a casca com brilho fosco? E ela foi, seu abandonado. Sozinha. Sente o medo? A angústia daquele sétimo dia? Eu sei que você sente e nem é pesadelo. Abandono e vazio frio. Azul. Escuro. E nem bandeira tem mais. Nem asas. Do que valem seus olhos contra a luz do sol? Aliás, e o sol, do que vale? Cadê o calor que negava o fogo amarelo? E não há mais o colo pseudo-gótico-misterioso para reconfortar. Ela foi, abandonado. Será que volta sem os arranhões do sétimo dia? Pois, sinta a raiva castanha que lhe confere os olhos. Paixão, paixão, paixão. Castanho e lágrimas é amor? Então, ama? Pára... escuta a chuva. Esqueça o sétimo dia.
O que lhe restou, poeta? O abandono de viver as horas erradas. A solidão entre as linhas que escreve e as gotas salgadas dançando no papel. Vender-se-á um poeta? Vender-se-á de graça um poeta sem alma? Quem o compraria apenas pelos olhos castanhos sedentos pelo vermelho? Você, quem nem está? Você? Nunca. Ei, esqueça. Lembre-se da raiva. Raiva apaixonada que rege seus olhos. Sim? Olhos castanhos sem alma de poeta.
Gostaria de ensinar a todos essa sua língua. Há quem pense em sua bifurcação causadora de intrigas miúdas. Há quem enlouqueça por suas voltas. E os castanhos não mudam por elas. Aliás, era melhor ensiná-la. E o que você diria? "Traduza-se. Redesenhe-se. Queira o que retorna." Ela foi, seu abandonado. Não adianta. Foi e voltou pior do que naquele dia. Sétimo maldito dia. Alguém levaria olhos castanhos apenas? Chega? Chega de perguntas? Afirme apenas, se assim quer. Sim. Não. Talvez. Apenas pontos comedidos. Então, afirme. Não leve olhos castanhos apenas. Nada disso. Leve a alma do poeta, pois ela também está de volta. Voltou da volta surpresa da ida errada. Por incrível que pareça.
—–
——–
AUTHOR: Marcos Oliveira
TITLE: 12/8/2004 12:16:16 AM
DATE: 12/8/2004 12:16:16 AM
CATEGORY: Nenhum
—–
BODY: Mulheres cruzam pernas quando falam
(texto altamente subjetivo e confuso)
Sim, sim. Quando elas falam, cruzam as pernas. Tão certo quanto a chuva que cai periódica nesse mês maldito. Ou quanto é bom deixar ela cair e levar o que nem você mesmo sabe se deve ser levado. O engraçado é adivinhar qual das pernas vai ficar por cima. Até para o melhor entendedor do assunto é difícil saber. Ora, quando se tenta prestar atenção nas pernas, elas começam a falar. Sim, pois mulheres cruzam as pernas quando falam. É lei.
Já se viu preso entre dedos ágeis? O esmalte chama ou não chama atenção? Pior é olhar pra baixo. Lá estão as pernas cruzadas. Tão nervosas quanto você ao tentar fugir. Mas o esmalte derrete, não é mesmo? Você só lembra das palavras do homem velho depois de já ter dormido três dias no meio daquele vermelho-sangue. "Está escrito nas paredes sagradas do quarto daquele que não desistiu: Vai ser para sempre." É inegável e impossível. Não há como desmanchar e muito menos como derrubar as paredes. Mesmo enquanto se dorme elas irão cruzar as pernas e falar. E falam, falam. Xingam e choram por suas limitações e sonhos imbecis. Talvez você nem queira descobrir que o esmalte é só um detalhe, não é?
Ouvi falar da branca timidez. Sim, mas ela cruza as pernas antes de falar. Fica assim, diferente de tudo e chora mais por limitações do que por sonhos. Estranhamente fez a lua descer justamente quando as maçãs estavam podres e sua fome crescia mais do que a pilha de atitudes atrasadas. Que tal fechar as cortinas e deixá-la do lado de fora da cabana? Não, não... o sangue bebemos depois. Só depois da quarta ou quinta cruzada de pernas. Só assim para não sentir frio. Ah, claro. Vai ser assim pra sempre. Não negue, imbecil.
"Ei, ei...? Cadê as flores?" Ora, cadê. Perderam-se há tempos. Abra aquele baú ali, mas não se atreva a olhar para as cortinas. Abra o baú. Vê as flores? Murchas ou não elas estão aí. Veja as fotos e confirme: Elas realmente cruzam as pernas quando falam. Como? Queimar o baú? Nada disso, meu caro. As flores sempre revivem com a medida exata de lágrimas. Na verdade, a Fênix nasceu de flores e lágrimas de uma moça que cruzava mais as pernas do que falava. Essa é a verdade que sempre esconderam. Aceite-a com leves goles do sangue.
Por onde andam os infinitos prateados? Eram lindos. Por onde andam os olhos mudos? Quem eram seus olhos mudos? Eram lindos, os prateados, mas acabam mesmo naquele baú. Não me diga o que fazer, nem o que falar. Anda, vamos pra casa agora e dormir contando gotas de chuva na janela. Cruze as pernas depois... Por favor.
Ei, olha só o que eu achei. Nada de cavalos-marinhos. Pior. Tatuagens que amam.
—–
——–
AUTHOR: Marcos Oliveira
TITLE: 12/6/2004 02:27:05 PM
DATE: 12/6/2004 02:27:05 PM
CATEGORY: Nenhum
—–
BODY: Top 30 afazeres para 2005
1- Descansar, pois é preciso.
2- Estudar, porque nem dá pra parar.
3- Trabalhar, já que não há como escapar.
4- Cuidar de mim, e já não era sem tempo.
5- Cuidar dos outros, pois eu iria sentir falta.
6- Escrever mais. Descobri que gosto.
7- Ler mais, pois faz tempo que não o faço.
8- Plantar uma árvore, mas uma árvore grande.
9- Desenhar as paredes do quarto, porque sim.
10- Rever velhas pessoas, aliás, as mais velhas.
11- Ver novas pessoas, porque é inevitável.
12- Ir para a praia, porque esqueci como é o mar.
13- Tomar mais suco de manga, pois amo minha avó.
14- Esquecer que não tenho mais 15 anos.
15- Jogar bola na rua, porque é bom.
16- Saber de todas as luas cheias do ano.
17- Fazer uma música. Ou duas. Deve ser legal.
18- Aprender a dançar melhor.
19- Recuperar o tempo perdido, mesmo sendo difícil.
20- Tomar banho de chuva, coisa que não fiz esse ano.
21- Ah, claro. Cuidar da árvore que eu plantar.
22- Comprar um cachorro e chamá-lo de Tommy.
23- Ter o atrevimento de começar um livro.
24- Passar mais tempo com minha família.
25- Passar menos tempo em casa pra sentir saudade.
26- Recuperar meu computador.
27- Ser feliz, afinal, é o que liga.
28- Esquecer 2004, porque nem Setembro valeu a pena.
29- Amar quem magoei, sim, pois amo.
30- Jogar essa lista no lixo, porque nunca sigo essas coisas.
—–
——–