AUTHOR: Marcos Oliveira TITLE: 11/27/2005 10:18:51 AM DATE: 11/27/2005 10:18:51 AM CATEGORY: Nenhum —– BODY: A love to remember




Às costas arder-se-á uma tatuagem. —– ——– AUTHOR: Marcos Oliveira TITLE: 11/15/2005 01:17:43 AM DATE: 11/15/2005 01:17:43 AM CATEGORY: Nenhum —– BODY: Neve Canadense nº 42




Cantemos os seus castanhos
que são claros e puros.
Em vermelho, preto e azul
pintemos o frasco.
O mais adocicado dos perfumes.
Tem nome do frio,
criou-se em dias quentes
buscando Amor no infinito.

"Amor, Amor, não me engane!"
Neve Canadense número 42,
pois quem é mochileiro entende.
Causa febre, o cheiro.
E não deveria?
Há um só e é aquele.
Aquele com tampa odonata.
Céus... mereço roubá-lo de novo?

"Cale-se, poeta! E vou rimar.
Mentirosos não podem alcançar
tal perfume embriagante
quando a própria existência ousa usurpar.
Marcado está seu pecado recente
e como brasa a tatuagem irá brilhar!"


Ah... talvez seja maldição
que desaparecerá apenas com o brilho.
Diz aquele que veio antes:
"Da regra do três ninguém escapa."
E eu perdi a Neve,
Amor,
música.
De três, resta um.

É magico,
pois toma corpo de mulher.
Neve Canadense número 42.
Fragrância nascida um dia depois da mentira.
Antônima.
Em frasco imaginário que quase sorri.
Promessa.
Essa quebrará.

"Por sua conta e risco.
Mas palavras suas têm veneno
que Amor apenas tornaria ameno.
Será a última das últimas. Confisco.
E se não fizer imortal,
morra ou morra."


Neve Canadense número 42.
O perfume que visita sonhos.
Helicópteros.
Calor e maçãs.
Não seria absurdo dizer
que é felicidade.
Não seria absurdo viajar para o futuro
para encontrá-la em solo etíope. —– ——– AUTHOR: Marcos Oliveira TITLE: 11/8/2005 01:16:05 AM DATE: 11/8/2005 01:16:05 AM CATEGORY: Nenhum —– BODY: The best deception


Tenho vontade daquela coisa olho no olho; escutar todos os motivos e desculpas. As possíveis e as impossíveis. Tenho saudade. Limpar esse passado imundo e tão recente.

Só assim para poder existir, entende? É o único jeito, porque eu estou escapando.

Lembranças? Me fale das suas e eu falarei das minhas. —– ——– AUTHOR: Marcos Oliveira TITLE: 11/2/2005 04:29:23 PM DATE: 11/2/2005 04:29:23 PM CATEGORY: Nenhum —– BODY: Angels and Devils


"...'cause this is the last time, baby..."


Acho que dessa vez não preciso ser subjetivo. Dessa vez não preciso me preocupar com quem vai entender o quê. As palavras de hoje são simples. São de fácil compreensão. Não procurem segredos escondidos por trás das minhas milhares de reticências; muito menos lágrimas caindo e enfeitando meus acentos e vírgulas. Nada disso vai existir dessa vez. Escrevo sobre anjos e demônios alheio à lembranças. Escrevo com a frieza de um poeta qualquer ostentado por dois cansados olhos castanhos.

Muitas vezes reclamar do próprio ego nos transforma em pessoas falsas. Triste, no caso, já que quase sempre o que se almeja é a beleza do mistério. Mistério criado unicamente para ser desvendado. Mas, ei! Há quanto tempo ninguém dá a mínima para isso? Há quantos meses criam-se metáforas e mais do que belas metáforas sem que o orgulho por tê-las escrito apareça? Isso cansa, e cansei. Já passa da hora de discorrer sobre outras massas e outras maçãs. Sobre as verdes, quem sabe? A grande verdade é que sem amor as pessoas apenas sobrevivem. E falar de amor agora é imbecil. Falar de amor sem amor é como jogar rosas para alguém do outro lado da vitrine de uma loja onde os vestidos custam mais do que metade do seu ano. É imbecil.

Mudando completamente de assunto, mas por poucas linhas, já é tempo de chuva e tanajuras. Já é outra vez tempo de chuva e tanajuras. Foram necessárias duas épocas como essa para cansar da sobrevida. Como disse: Já passa da hora de discorrer sobre outras massas e outras maçãs. Dá vontade de gritar para tudo e para todos: "Se me dão licença, vou ali viver um pouco". Infelizmente essas coisas, metáforas, são fáceis demais de serem ditas e malditas de serem vividas. Ah, céus... Cansei do desdém. Vamos fingir que não chutaram toda a história para a ionosfera e tudo ficará bem. Então, até breve. Até a próxima trombada de esquina. Até.

Ironia. Ironia.

É irônico, pois acabou sendo meio subjetivo. Só evito o rir sarcástico pelo mesmo motivo que evito rir por não ser quem e como eu gostaria de ser: É difícil buscar perfeição quando não se sabe diferenciar anjos e demônios.

Ou, leiam assim: Aprender coisas óbvias demais só mostra o quanto somos cegos. E como são, esses castanhos...


"...angels are blind, and you're my devil..." —– ——–