AUTHOR: Marcos Oliveira
TITLE: 12/27/2005 01:49:08 AM
DATE: 12/27/2005 01:49:08 AM
CATEGORY: Nenhum
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BODY: odonata
Pois bem. Algo mais extenso e intenso. Aliás, subjetivo; a melhor das válvulas de escape. Posso vomitar comparações e idéias em seus tímpanos que o único ruído que irão escutar será o da completa alienação. Estranho, todavia me satisfaço com isso. Deixo o melodrama quase transbordar a prata e no instante preciso anjos demoníacos berram minhas feridas sem que ninguém entenda. Ou quase ninguém. Ou você. Ou então você. Sinceramente, queria que você entendesse. Melhor. Gostaria que evitasse explicações, porque não sei explicar nada para você sem ter medo do meu absurdo direito de ser assim, tão eu. Já matei reflexos que se emudeceram ao invés de morrer, já gastei hipérboles além da conta e, mesmo assim, não vi suas asas tamparem a morenice. Daí pergunto: Onde está a magia das bolhas púrpuras? E eu mesmo respondo: Estão unicamente dentro do seu utópico mundo de pequenas princesas perfeitas. Pequenas e prateadas princesas.
Eu sou um mentiroso. Mentir, já disse, é uma arte. E diferente do que todos ou ninguém pense, grandes mentirosos não são aqueles que enganam o máximo de pessoas por cada palavra dita, nem os que formulam milhões de fantasias numa fração de segundo e escapa das situações mais inusitadas com auto-louvor. Bons mentirosos são os que sabem com o que mentir. Afinal, há mentiras boas e mentiras ruins. Bobas e ambiciosas. Quando um mentiroso mente, um filme com todas as reações do seu ato queima suas retinas. Essa é a grande diferença dos que são e dos que não são. O resultado. O fim. O que vem depois. Isso interessa bastante. A inverdade é ferramenta de quase manipulação do futuro, não mero brinquedo de criança imatura e inominável. Infelizmente, céus, brincam. E é por isso que vomito em seus tímpanos. Não sabem com o quê e muito menos com quem mentir. Patético. Triste. Vergonhoso. Tão patético e triste e vergonhoso quanto eu. Ei... esse é o meu maior segredo. Espalhe para todos: Eu sou triste.
Ouvi falar em reviver. Não um reviver como nova chance, mas como paródia cinza das mesmas vivências. A terceira vez é sempre a última. Eu não quero viver a terceira vez. Quero te encontrar antes de acabar a segunda. Seja lá onde você esteja. Em mim, em você, nos outros. Se em mim, que eu tranque com a certeza de que está. Se em você, que eu roube e tranque. Se nos outros, que eu morra. Mas que tranque antes do "eternamente para sempre".
Só queria voar de verdade e esquecer por alguns segundos o que nos tornamos com essa distânica quilométrica dos nossos centímetros. Estou sobrevivendo no limite. Oras... eu respiro esses sonhos de duas letras. Sobreviver assim me faz ser pior do que não saber mentir. Negar certas coisas a si mesmo é algo como o oitavo pecado capital, ser a lança no peito de Cristo e etcéteras e tais. Estou esperando salvação desse estar dentro do que não sou, desejando piamente estar dentro de você quando nossos olhos estiverem cerrados e trêmulos e amantes. Salva-me, princesa de prata. Salva-me.
Acordar. Voltar à relidade da mudez dos telefones. Da facada das mensagens. Da impotência de ser nada para o tudo. Da realidade de ser triste. Acordado. É a última do ano até que vôos de libélula mudem os ventos. No mais, contemplem a maravilha do vácuo que me tornei. Critiquem a melancolia impressionista do meu escrever. Talvez percebam o quanto sou realmente mentiroso. Só aí compreenderão a complexidade e a profundidade do oceano das princesas utópicas.
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AUTHOR: Marcos Oliveira
TITLE: 12/24/2005 03:08:45 PM
DATE: 12/24/2005 03:08:45 PM
CATEGORY: Nenhum
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BODY: trust
Mentir é uma arte. Arte que você não domina.
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AUTHOR: Marcos Oliveira
TITLE: 12/17/2005 12:31:10 AM
DATE: 12/17/2005 12:31:10 AM
CATEGORY: Nenhum
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BODY: Passos mudos
Deveria eu escrever algo maior e mais intenso?
Sim.
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AUTHOR: Marcos Oliveira
TITLE: 12/4/2005 09:46:51 AM
DATE: 12/4/2005 09:46:51 AM
CATEGORY: Nenhum
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BODY: De caso com o acaso
Hoje tenho uma libélula sem o barbante.
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