AUTHOR: Marcos Oliveira
TITLE: 1/31/2006 07:26:02 PM
DATE: 1/31/2006 07:26:02 PM
CATEGORY: Nenhum
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BODY: the smell of the skin
E quem diria que ele sentiria falta do Salvador Dali?
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AUTHOR: Marcos Oliveira
TITLE: 1/27/2006 03:21:50 PM
DATE: 1/27/2006 03:21:50 PM
CATEGORY: Nenhum
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BODY: Meus livros começam do fim
"Nobody said it was easy..."
O calor da pequena cidade era mero detalhe. Nem praças, nem jogos, nem coversas. Faltavam as meninas e os sorrisos. Ali, deitado na cama, lembrava das meninas. Não que fossem importantes, pois nem eram. É que entristecia ver o pôr-do-sol bucólico sem nenhuma das lembranças que pulavam irônicas da cabeceira da cama. Elas, as lembranças, brincavam. E só brincam. Não voltam.
Tardes escorrem quando se espera por uma carta, uma ligação impossível ou qualquer sinal de vida daquele lado de lá. Deitado numa cama. Esse parece o fim do começo do desconhecido. Jogar com palavras, principalmente essas, entre apostos e melancolia, é a única distração.
Vende de graça as melhores decepções que podem existir. Alguém, por favor, quer comprar?
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AUTHOR: Marcos Oliveira
TITLE: 1/24/2006 09:13:18 PM
DATE: 1/24/2006 09:13:18 PM
CATEGORY: Nenhum
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BODY: the voice inside the head
Toda.
Toda vez.
Toda vez que vejo.
Uma libélula.
Acho.
Só acho.
Que está pensando em mim.
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AUTHOR: Marcos Oliveira
TITLE: 1/13/2006 10:13:07 PM
DATE: 1/13/2006 10:13:07 PM
CATEGORY: Nenhum
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BODY: B.Y.O.B - bring your own butterflies
"... e mesmo assim, a vontade de lhe apresentar o mar."
Livre,
mas não sabe ser.
Convites litorâneos
e confusões de pele e areia.
Lua, pele e areia.
Mudo.
Que gosto teria o mar?
Sente sorrisos, mas não.
Vontade de você, mas não gosta da frase.
Já muito usada. Nojo.
Frio por seu calor. Mais amor.
Vende borboletas. Borboletas por calor.
Açaí. Dourado. Espuma.
Livre, para qualquer direção.
Não sabe usar liberdade.
Lua cheia.
Beija.
Ondas.
Anda mandando borboletas
a quem quiser recebê-las.
Em cartas, em sonhos.
Borboletas.
Espera que elas façam seu litoral.
Lua cheia com praia e pele.
E ondas.
A sorte ao céu e o mar.
Acha que é salgado.
Mar e espuma e açaí.
Tentar ser livre.
Beija.
Neve.
Canadense.
E como deve ser?
Você, morena de sol, como deve ser?
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AUTHOR: Marcos Oliveira
TITLE: 1/7/2006 01:52:45 PM
DATE: 1/7/2006 01:52:45 PM
CATEGORY: Nenhum
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BODY: Oitenta e oito milhões, duzentos e setenta e cinco mil, seiscentos e setenta e poucos motivos
"...nunca me disseram
como devo proceder.
Chorar, beijar, te abraçar...
É isso que quero fazer..."
Risos incontidos. Abraços perfeitos. Beleza que faz sofrer. Mudez telefônica. Músicas perfumadas. Liberdade imcompreensiva. Ciúme solitário. Banheiros chorosos. Saias para sorrisos. Conversas pra ontem. Olhares perdidos. Olhos caçadores. Olhos tristes. Anéis amargos. Ideais de asas. Sonhos fugitivos. Camas cósmicas. Paredes tatuadas. Versos brancos. Felicidade em calda. Exatidão desequilibrada. Chocolate prateado. Frio acalentado. Acordes desesperançados. Impaciência fria. Ambição cômoda. Comodismo impregnado. Mentira traída. Vácuo cortante. Solidão lançada. Pesca solitária. Isca concessiva. Asas quebradas. Tristeza triste. Dúvida inquestionável. Lágrimas celestes. Promessas amenas. Falsidade atenuada. Omissão constante. Fórmulas inúteis. Diversão proibida. Laços proibidos. Corpos salgados. Desejos impronunciáveis. Agonia repetida. Vida interrompida. Domingos inexistentes. Utopia de cabresto. Anjos demoníacos. Devaneios martirizados. Dança fúnebre. Alma mofada. Doença permissiva. Imaginação vampira. Sinceridade finita. Infinito desonesto. Lembranças sangradas. Sangue em pó. Ampulhetas implacáveis. Mensagens secretas. Mensagens cardíacas. Abandono ditador. Segundo plano. Confiança morta. Olhos tímidos. Dor desmotivadora. Motivos fracos. Metáfora real. Controle temporal. Tristeza que transborda. Lábios secos. Lábios úmidos. Clichês romancistas. Neve Canadense. Mente controlada. Reflexo revolucionário. Saudade que acorda. Bocas desconhecidas. Olhos incomuns. Raiva jamais vista. Ódio inconseqüente. Morte imaginativa. Fim eminente. Fim iminente. Eterna subjetividade. Livro sem final. Bússola no teto. Mentira desnorteada. Espada sem bainha. Vista grossa. Tênue monólogo. Anéis prateados. Beijos fantasiados. Completamente incompleto. Barbantes fracos. Castanhos foscos. Castanhos distorcidos. Castanhos destorcidos. Saudade lunar. Prata amarga. Ciúme mudo. Lembranças difusas. Idéias egoístas. Egoísmo de amor. Desistência rara. Força retroativa. Loucura sã. Lágrimas desertoras. Normalidade costumeira. Costume doloroso. Camas compartilhadas. Lençóis amarrotados. Novidade sem valor. Hiato eqüidistante. Salas gelo. Salas gesso. Quadros cegos. Compromisso desgastado. Conspiração espiral. Chuva chorosa. Laranja púrpura. Tríade de muitos. Mensagens homicidas. Mensagens torturadoras. Filete vermelho. Peito em pedaços. Voz de chuva. Cheiro de chuva. Maçãs verdes. Sonho traído. Poesia talentosa. Inspiração sem causa. Respiração sobrevivida. Viagens egocêntricas. Viagens decididas. Ida sem volta. Crônicas amorosas. Praças aladas. Rosas roubadas. Mãos dadas. Serras misteriosas. Colinas desconhecidas. Pseudo-liberdade. Uso indevido. Velas ao vento. Versos lindos. Escrita mágica. Olhos mel. Olhos meus. Filosofia entorpecente. Voz entorpecente. Veludo em voz. Curvas brancas. Linhas negras. Anjos negros. Asas de libélula. Estrelas congeladas. Luas azuis. Telhados saudosos. Poentes sônicos. Lágrimas peroladas. Olhos mortos. Telefones tentadores. Dedos nervosos. Toque trêmulo. Branca timidez. Orvalho quente. Pintas amantes. Fim iminente. Fim eminente. Baús de lembranças. Trancas eternas. Libélulas derradeiras. Amor autista. Amor?
A tristeza é uma arma perigosa em minhas mãos.
"...tenho que me desprender
de lembranças,
e costumes,
e tradições que me causaram dor..."
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