AUTHOR: Marcos Oliveira
TITLE: 4/29/2006 09:08:34 PM
DATE: 4/29/2006 09:08:34 PM
CATEGORY: Nenhum
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BODY: das verdades eternas
Arranque os sorrisos, todavia sabendo que haverá um filho-da-puta para borrá-los no dia seguinte.
Então, faça sorrir de novo.
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AUTHOR: Marcos Oliveira
TITLE: 4/22/2006 03:42:15 AM
DATE: 4/22/2006 03:42:15 AM
CATEGORY: Nenhum
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BODY: Somewhere only we know
Antes de tudo, há o mistério. E do mistério se define todo o resto. É impossível prevê-la. É de se esperar que ela crie outros mistérios sobre os próprios mistérios de que é feita. O desconhecido consciente é maravilhoso; e maravilhosa ela é. Logo, mistério é a partícula da matéria. Matéria branca como mármore e dedilhada com um escarlate incomum. Capilar.
Antes de quase tudo há o amor. Porque não se coloca amor apenas antes. É antes e durante e depois e pra sempre. Veja, mas não toque. Não como gostaria. Escute, mas não ouça. Não como gostaria. Toque, mas não toque. Não como gostaria. Fale, mas não tudo. Não tudo o que gostaria.
Porque há mistérios que são naturais e naturais são maravilhosos. É simples. Porque antes de quase tudo há o amor. Porque em sua frente há o mistério. Um pronome. Que em japonês significa mulher distante.
Sim. Eu amo.
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AUTHOR: Marcos Oliveira
TITLE: 4/17/2006 11:55:17 PM
DATE: 4/17/2006 11:55:17 PM
CATEGORY: Nenhum
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BODY: While her guitar gently weeps
Sonhos longos têm cheiro de chuva.
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AUTHOR: Marcos Oliveira
TITLE: 4/9/2006 01:04:26 PM
DATE: 4/9/2006 01:04:26 PM
CATEGORY: Nenhum
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BODY: Conto, idiota: Quando o poeta erra
Há palavras que não sabemos usar e, quando somos obrigados a usá-las, fazemos merda. Imagine que aquele rapaz ali era perfeito. Adorado e disputado por todos. Inteligente, engraçado e de enorme coração. Um enorme e em constante crescimento coração, aliás. Aquele rapaz ali era politicamente correto. Tímido na medida certa e eclético de um jeito exagerado para alguns. Mesmo assim, perfeito. E tinha uma pseudoconsciência desse fato. Via-se obrigado a, de modo algum, e perdão pelos apostos, manchar esse rótulo incomensurável. Era mais ou menos como carregar o mundo nas costas, mas com orgulho e quase devoção. E, para completar, ainda sabia escrever poesias como se tivesse nascido para aquilo. Era, sem dúvida, um rapaz perfeito.
Aos olhos dos outros era intocável. Impassível a deslizes. No entanto, no fundo, no fundo, ele sabia que um dia encontrar-se-ia numa situação horrenda. Onde suas habilidades, suas falas e palavras valeriam tanto como vidro fino entre um revólver e a vítima de atentado. Mas acreditava nisso de um jeito distante. Sabia que aconteceria, todavia demoraria a acontecer. E quando acontecesse, estaria forte e perfeito o bastante para lidar com qualquer tipo de problema. Ledo, ledo engano.
Os erros, geralmente, começam com enganos. Um engano já é um erro, mas erros grandes, geralmente, começam com enganos. No caso daquele rapaz ali, achar (eis o engano) que situações onde suas habilidades, falas e palavras valeriam tanto como o vidro fino demorariam a acontecer (simplesmente porque ele se deu ao luxo de sentir-se inatingível), acabou por ser o maior erro de sua vida. E para quem tem costume de nunca errar? Como seria errar? Ironias romancistas à parte, as habilidades e falas e palavras desse poeta não iriam valer de nada para uma menina.
Daria bons livros essa história, e aquele rapaz ali teve mesmo vontade de escrevê-los. Sugeriu-se vários títulos. "As princesas não moram só em castelos", "O verdadeiro mistério da libélula", "Quando tatuagens amam" entre outros tantos criados em noites quentes. Aquele rapaz ali não conhecia o erro. Não tinha experiência alguma em tentar redmir-se por algo. Por causa da melhor fonte de inspiração para suas poesias, não soube mais escrevê-las sem um subjetivismo cheio de segredos e metáforas comedidas. Tudo por não saber como pedir desculpas. O rapaz perfeito errara. E feio.
Pegando como exemplo, novamente, carregar o mundo nas costas. Quando aquele rapaz ali conheceu a menina, achou que o equilíbrio e o esforço que fazia iriam impressioná-la. Bastou o pousar de peso ínfimo da libélula em seu ombro (o esquerdo, claro) para que o mundo caísse e estourasse na maior bagunça que já vivera. O olhar dela atravessava suas retinas e batia na nuca. As sílabas úmidas de chuva que ela pronunciava deixava-o completamente sem argumento, coisa incomum, e com vontade de voltar no tempo. Ela era intocável. Estava em um pedestal que ele mesmo criara merecidamente para ela. E curiosamente, esse pronome, ela, tornou-se símbolo de um amor que foi vivido separadamente. Sim, amor. Esse foi o erro grande causado pelo engano do rapaz. Não o amor em si, mas aquele amor. Descobriu algo que realmente valia a pena, que era verdadeiro; e roubou-o, achando (achismos são perigosos) que não saberia amar de volta. Outro ledo, ledo engano.
Ser egoísta quando se ama, e não falo de ciúmes, é criar desamor. E ao contrário do que muitos pensam (e aquele rapaz ali também pensou assim), desamor está muito mais próximo de amor do que o ódio está. Dizem que amor e ódio são almas gêmeas. Se é assim, desamor então é o laço que une esses dois sentimentos. O rapaz foi egoísta (e burro, e medroso, e poeta). Acabou criando uma relação de desamor entre a menina do pedestal e ele. Por ter errado, achava (nunca ache as coisas) que o desamor existente fosse ódio, mas quem tem pedestais os tem porque merece. Só princesas misteriosas são motivos para tatuagens que amam. E no fim, o poeta (e burro, e medroso, e egoísta) pôde perceber que o ódio imaginário na verdade era desamor beirando ao mesmo amor desgarrado que sentiu antes. Lembrando, claro, que ele podia estar errado. O medroso (e burro, e poeta, e egoísta) tinha pseudoconsciência de que era passível a erros estapafúrdios.
Há palavras que não sabemos usar e, quando somos obrigados a usá-las, fazemos merda. Imagine que aquele rapaz ali era perfeito e descobriu-se pouco perto da perfeição de verdade. Roubou o que mais queria ter, não soube devolver e decidiu, estupidamente, abandonar. Amor. Roubou o que era amor de verdade, não soube devolver e decidiu, estupidamente, abandonar. Por sorte, ou azar, era poeta. E abandono em língua de poeta é muito falso. Ainda mais quando há amor e tatuagens no meio. O rapaz sempre ia escutar sozinho suas músicas tristes para imaginar o que ela estava fazendo e com quem estava fazendo. Sentia falta do sorriso e gostava de pensar que ela o queria bem (o que comprovou depois) naquele momento. Queria estar em qualquer lugar fazendo qualquer coisa com ela. O cabelo dela estava em todo lugar.
Mas há palavras que não sabemos usar e, quando aprendemos, devemos usá-las. E o poeta (já nem tão burro, nem tão medroso, nem tão egoísta) mandou ao pedestal seu coração com três pedidos gravados. Um pedido de desculpa, um pedido de abraço e, não menos importante, um renovado pedido de eternidade refletido numa tatuagem que ama.
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AUTHOR: Marcos Oliveira
TITLE: 4/5/2006 01:34:55 AM
DATE: 4/5/2006 01:34:55 AM
CATEGORY: Nenhum
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BODY: Das coisas que dão vontade de abraçar
- O que há? Está tudo bem?
- Não, não tá tudo bem... mas com você por perto tudo fica bem...
Flores do campo me deixam feliz.
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