AUTHOR: Marcos Oliveira TITLE: 5/29/2006 10:41:46 PM DATE: 5/29/2006 10:41:46 PM CATEGORY: Nenhum —– BODY: two places, the same time.


Vou ali dormir, mas não quero acordar.
Como é que se diz eu te amo...?
Não se preocupe e nem me peça pra parar.
Está tudo bem. Está tudo normal.
Afinal, deve ser a febre. Ou será um pouco de você? —– ——– AUTHOR: Marcos Oliveira TITLE: 5/23/2006 12:07:44 AM DATE: 5/23/2006 12:07:44 AM CATEGORY: Nenhum —– BODY: when angels fall


"...would you know my name,
if I saw you in heaven...?"



Por mais que tentemos, nunca vamos entender os motivos ou fins de certas coisas. Por que o céu é azul e não laranja? Não me importo com explicações físicas para isso. Oras. Ele podia ser laranja, rosa ou delicadamente amarelado. Me dêem um motivo plausível, algo que eu possa engolir sem argumentar de volta. Duvido que exista. Me respondam por que a gravidade é essa e não aquela? Por que a maçã tem gosto de maçã e não de amora? Quem escolhe esses detalhes? Droga... os detalhes são importantes, não são? Então. Eu quero respostas. Motivos... motivos. Eu não sei os motivos de metade da metade de minhas dúvidas. Até mesmo o motivo de ter dúvidas. Eu não tenho. Isso é revoltante. Quase triste.

Lembro que era pequeno. Devia ter uns oito ou nove anos de idade e estava sentado no sofá acompanhando o jornal na televisão. Talvez tudo estava chato demais ou, do nada, me indaguei sobre o que havia antes desse tudo. Antes de explosões e criações de todo o pouco que conhecemos sobre o mesmo tudo. E eis que, de olhos fechados, senti um bloqueio. Algo como: "Ei! Pare de pensar nessas coisas, menino! Você não precisa saber disso." E abri os olhos. Desde aquela vez comecei a dar mais atenção do que o normal para tudo o que não tinha reposta e ninguém aparentemente procurava saber que resposta tinha. Soava como proibido. Era proibido perguntar o porquê. Talvez por... nem sei. Ficar imaginando motivos é idiotice.

O mais intrigante é quando, além de não saber os motivos, nem supomos os fins.

De todos os motivos e fins... reparem nesses: Por que morremos e pra quê morremos? Não me venham com o "tudo que tem um início, tem um fim"; ou com um monte de sermões religiosos e...

Pare. Sinta. Lembre. É melhor escrever de outro jeito.

Quando anjos caem, eles voam. E há motivos para os seus anjos voarem. Creio até que somos nós que criamos nossos anjos. Veja você. Nas suas lembranças, nos cheiros, nos sonos assistidos, na admiração, nas sardas, nas aparências parecidas, nas mãos pedindo para serem acolhidas, no amor sincero e no sorriso visto e sentido ao olhar para o seu. Nisso tudo, você conseguiu criar um dos mais belos anjos. E adivinhe só... Ele tem asas com penas ruivas.


"...in the arms of an angel I'll rest..." —– ——– AUTHOR: Marcos Oliveira TITLE: 5/16/2006 09:04:33 PM DATE: 5/16/2006 09:04:33 PM CATEGORY: Nenhum —– BODY: no name post


- Ando pensando em pintar meus dias com sua cor favorita.
- ...
- ... desculpa. —– ——– AUTHOR: Marcos Oliveira TITLE: 5/11/2006 10:05:17 PM DATE: 5/11/2006 10:05:17 PM CATEGORY: Nenhum —– BODY: wonder years


"O amor nos obriga a fazer coisas engraçadas. Ele nos torna orgulhosos, ele nos deixa arrependidos... e mesmo que eu não soubesse que caminho seguiríamos, sabia que não podia deixar que ela saísse da minha vida." —– ——– AUTHOR: Marcos Oliveira TITLE: 5/9/2006 01:57:59 AM DATE: 5/9/2006 01:57:59 AM CATEGORY: Nenhum —– BODY: Batata frita e queijo cheddar, por favor


"Afinal, pra que servem as rosas?
Os anjos, as cores, o amor.
Afinal, pra que servem as vidas?
As escolhas, os caminhos, as intenções.
Afinal, pra que tantas perguntas?
Se pra toda felicidade existe só um segundo.

Cansei de me perguntar sobre o que não encontro respostas.
Tentei descobrir, tentei desvendar, tentei entender, mas pra toda felicidade, é sempre só um segundo.

Afinal, pra que serve a felicidade?
Se existem tantas perguntas.
Afinal, pra que as escolhas?
Se existe tanta vida.

Mas o amor não. O amor é sentido, o amor é sem sentido.
É incompreendido, fingido.
Afinal, pra que me preocupar?
Se pra toda felicidade existe apenas um segundo... "

Muitas perguntas, uma resposta. Dela.
—– ——– AUTHOR: Marcos Oliveira TITLE: 5/3/2006 02:08:31 AM DATE: 5/3/2006 02:08:31 AM CATEGORY: Nenhum —– BODY: Several ways to die lovin' you


Where are we...?


"... era misterioso sem assustar. Pedia mil coisas sem querer nada. Gritava um grito mudo. Mais mudo do que a própria mudez. Aquele olhar chamava atenção por ser sincero...

Quando os olhos se vestiram de vermelho a tatuagem nas costas ardeu. Ora, ela ainda nem existia. Seria o sinal para ela passar a existir? Ah... e valeria a pena ela existir agora. E tinha aquela voz de chuva que quase fazia chover por dentro. Tinha os ladrões de rosas nos jardins. Tinha o guarda do jardim que dormia. E choveu. Não por dentro como quase a voz fazia, mas o banco da praça nem se molhou. Até que o olhar se deitou. E eles se olharam. Ele e o olhar de lua que estranhamente não ecoava, todavia fez arder o que era segredo..."


Hide and seek... —– ——–