AUTHOR: Marcos Oliveira
TITLE: 6/29/2006 12:32:19 PM
DATE: 6/29/2006 12:32:19 PM
CATEGORY: Nenhum
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BODY: Confissões de um assassino - Parte I
"Não faz a menor diferença se você mata ou se você morre. É a primeira regra que ensinam na Grande Escola. Colocam como regra mas, para mim, matar ou morrer faz diferença. Chego a ter pena de quem morre desse modo. Sempre achei bobagem essa coisa de assistir um filme da vida inteira quando se está morrendo. Na verdade, quem morre tem um diálogo consigo mesmo. Mais se lamenta do que dialoga. "Quiseram que eu partisse. Não me queriam por aqui nesse plano. Me querem no inferno. Que merda de vida. Me mandaram descarga abaixo." Chego mesmo a ter pena e nojo de quem morre desse modo. Não suportaria a idéia de que sou odiado, excluído, indesejado ou qualquer outro adjetivo desses. E se for pensar bem, sou até bem mais execrado por todas as pessoas. Faço parte de uma classe indesejável, mas necessária. Por isso, nem penso. Alcanço meu conforto fazendo favores aos incomodados e finalmente sinto-me engranagem importante. E já que faz toda a diferença, prefiro matar."
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AUTHOR: Marcos Oliveira
TITLE: 6/23/2006 12:27:51 AM
DATE: 6/23/2006 12:27:51 AM
CATEGORY: Nenhum
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BODY: some girls are born to make you cry
Ela tinha arco-íris nas mangas.
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AUTHOR: Marcos Oliveira
TITLE: 6/18/2006 11:29:52 AM
DATE: 6/18/2006 11:29:52 AM
CATEGORY: Nenhum
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BODY: sometimes we just lose
Ruas com malária e um estranho clima de oba-oba contagiando todos em volta.
Ah, claro. Já se passaram quatro anos desde a última Copa.
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AUTHOR: Marcos Oliveira
TITLE: 6/15/2006 10:10:34 AM
DATE: 6/15/2006 10:10:34 AM
CATEGORY: Nenhum
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BODY: everybody loves her
É vermelho. É ciúme. É vontade. É mudez. É novidade. É querer. É tentar. É evitar. É desejar. É correr. É andar. É enlouquecer. É esperar. É aprender. É guardar. É aguardar. É subjetivo. É você. É nojo. É cama. É imaginação. É decepção. É graça. É tristeza. É sofrer. É abraço. É quase. É entender. É gastar. É comer. É assistir. É violar. É mentir. É contar. É cantar. É dormir. É acordar. É esquecer. É lembrar. É reesquecer. É cuspir. É bater. É dizer. É cuidar. É admirar. É mover. É sonhar. É sanar. É derreter. É pedir. É recusar. É não. É jogar. É morrer. É sim. É soltar. É viver. É prender. É verde. É blusa. É olhar. É olho. É cabelo. É cheiro. É brincar. É bobear. É xingar. É chorar. É chorar. É ser. É prender. É beijar. É ver. É vermelho. É vermelho. É amor. É palpitar. É sentir. É bonito. É ler. É emprestar. É reler. É presente. É passado. É futuro. É você. É vermelho. É quente. É abraço. É querer. É evitar. É amigo. É mão. É melanina. É vôo. É asa. É tatuagem. É amor. É vermelho. É amor. É dor. É experiência. É esquecer. É desenhar. É escrever. É fazer. É desculpa. É perdão. É bobagem. É beleza. É delicado. É cuidar. É paixão. É amor. É vermelho. É 42. É infinito.
É muita coisa. Tanta que você não vai entender um décimo.
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AUTHOR: Marcos Oliveira
TITLE: 6/9/2006 03:14:04 PM
DATE: 6/9/2006 03:14:04 PM
CATEGORY: Nenhum
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BODY: sick little suicide
Lembro que suicidei um reflexo de espelho.
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AUTHOR: Marcos Oliveira
TITLE: 6/3/2006 05:44:15 PM
DATE: 6/3/2006 05:44:15 PM
CATEGORY: Nenhum
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BODY: missin'
Às vezes é bom sumir. Outras vezes é bom ficar calado e deixar as coisas correrem paralelas. Muitas vezes é importantíssimo escutar o toque do celular no meio da noite.
Há dias em que tapas no rosto e lágrimas escassas valem mais do que filme e sorvete em dias de chuva.
De vez em quando não escutar o que não queremos é perfeito. O problema é escutar o que queremos de vez em quando.
Houve um tempo em que o cheiro da pele não mudava, e, quando mudou, mudou. Agora têm aqueles dias em que o cheiro volta e dá saudade do filme e do sorvete.
Às vezes é bom conversar. Outras vezes é bom xingar, pedir desculpas depois e não precisar conversar.
Muitas vezes bate uma solidão estranha. E de forma tão estranha ela também vai embora. Ah... e há dias em que é bom ir embora. Sem tchau, sem beijo. É estranho, e, às vezes, necessário.
De vez em quando o nosso quarto fica meio escuro e a gente chora. O problema é quando choramos de vez em quando sem o quarto.
Houve um tempo em que os espelhos nem importavam tanto, e, quando começaram a importar, ficou ruim. Agora têm aqueles dias em que o espelho te olha de volta e dá saudade do tchau. Do beijo.
Às vezes é bom apagar os velhos desenhos. Outras vezes é bom abrir as gavetas e reler as velhas marcas de grafite. Muitas vezes é ruim não ter ninguém pra conversar.
Há dias em que é melhor não acordar e (ou) sonhar com o dia em que seria bom acordar.
De vez em quando não ser o acompanhante desejado machuca muito. O problema é não ser desejado como acompanhante de vez em quando.
Houve um tempo em que se separava as músicas pelas pessoas que elas lembravam, e, quando isso acabou, perdeu a graça.
Às vezes é bom esquecer. Outras vezes é bom lembrar do que foi bom. Muitas vezes a gente não entende o choro das outras pessoas.
Há dias em que a gente some. E os outros lembram de você.
De vez em quando tudo faz lembrar o que seria muito, muito melhor esquecer. O problema é esquecer de tudo que seria muito, muito bom lembrar de vez em quando.
Houve um tempo em que pensar no recomeço seria pecado, e, quando não recomeçou, foi pecado mesmo.
Um minuto, um dia, um mês ou mais. Não importa o tempo que se demora pra enxergar e aceitar certas coisas. O que importa mesmo é não sentir mais falta de andar de mãos dadas às vezes.
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