AUTHOR: Marcos Oliveira
TITLE: 5/31/2007 02:46:22 PM
DATE: 5/31/2007 02:46:22 PM
CATEGORY: Nenhum
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BODY: sad june
"... e se tudo o que dizem por aqui for mágico demais? E se for tudo escuro? E se for só escuro? Há depois? Há julgamento? Há algo mais? Se sim, vou, mas com um certo pesar. Todavia... e se não? Eu que sempre clamei por consciência... e se não houver consciência? Oh... e se não houver a consciência nem de que acabou? Se não houver nem a consciência do escuro? Não existir. Tenho medo de não existir. E os que ficam? Ah... droga, e os que ficam? Não existir. Tenho medo de não existir."
Villas-Boas e Silva, meu personagem, ou eu.
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AUTHOR: Marcos Oliveira
TITLE: 5/21/2007 11:14:26 PM
DATE: 5/21/2007 11:14:26 PM
CATEGORY: Nenhum
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BODY: retro III
Olhos castanhos e alma de poeta
(mais subjetivismo ao som de All Star)
Subjetivo. Subjetivo mesmo. Ótima válvula de escape. Porque eu escutei aquela música hoje. Porque eu olhei para as estrelas atrás das nuvens e vi a folha vermelha da bandeira. Mas não vai ser triste. Aqui é mais raiva do que tristeza. É paixão por ser assim, ostentado por olhos castanhos. Era para combinar com o branco do resto se não fosse pelas curvas há muito conhecidas. Curvas de beijos avassaladores e destruição de almas em piscar de olhos. Gritos mudos que ecoam e refratam as imagens que de tão perto parecem mais dentro do que fora. Longe de sonhos. Onde estão os sonhos? Os meus, onde estão?
Quem diria que um dia ela sumiria e só deixaria a casca com brilho fosco? E ela foi, seu abandonado. Sozinha. Sente o medo? A angústia daquele sétimo dia? Eu sei que você sente e nem é pesadelo. Abandono e vazio frio. Azul. Escuro. E nem bandeira tem mais. Nem asas. Do que valem seus olhos contra a luz do sol? Aliás, e o sol, do que vale? Cadê o calor que negava o fogo amarelo? E não há mais o colo pseudo-gótico-misterioso para reconfortar. Ela foi, abandonado. Será que volta sem os arranhões do sétimo dia? Pois, sinta a raiva castanha que lhe confere os olhos. Paixão, paixão, paixão. Castanho e lágrimas é amor? Então, ama? Pára... escuta a chuva. Esqueça o sétimo dia.
O que lhe restou, poeta? O abandono de viver as horas erradas. A solidão entre as linhas que escreve e as gotas salgadas dançando no papel. Vender-se-á um poeta? Vender-se-á de graça um poeta sem alma? Quem o compraria apenas pelos olhos castanhos sedentos pelo vermelho? Você, quem nem está? Você? Nunca. Ei, esqueça. Lembre-se da raiva. Raiva apaixonada que rege seus olhos. Sim? Olhos castanhos sem alma de poeta.
Gostaria de ensinar a todos essa sua língua. Há quem pense em sua bifurcação causadora de intrigas miúdas. Há quem enlouqueça por suas voltas. E os castanhos não mudam por elas. Aliás, era melhor ensiná-la. E o que você diria? "Traduza-se. Redesenhe-se. Queira o que retorna." Ela foi, seu abandonado. Não adianta. Foi e voltou pior do que naquele dia. Sétimo maldito dia. Alguém levaria olhos castanhos apenas? Chega? Chega de perguntas? Afirme apenas, se assim quer. Sim. Não. Talvez. Apenas pontos comedidos. Então, afirme. Não leve olhos castanhos apenas. Nada disso. Leve a alma do poeta, pois ela também está de volta. Voltou da volta surpresa da ida errada. Por incrível que pareça.
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AUTHOR: Marcos Oliveira
TITLE: 5/16/2007 06:57:05 PM
DATE: 5/16/2007 06:57:05 PM
CATEGORY: Nenhum
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BODY: brotherhood
ao velho Cangussu
De quando irmãos nascem
de pais diferentes,
ou de quando se descobre
o mesmo sangue
nas idéias fantásticas das tardes de verão.
Pediu um,
e eu te atendo.
Talvez não saia como deveria,
mas tenho certeza:
já falei tudo o que devia em cinco linhas.
Parceria, confiança.
Não sei o que escrever.
Largo a idéia do pedido.
E as lembranças de bolas e praças?
As piadas, as barras?
As casas e as confidências?
Fui o último a ver.
E o que mais escutou sobre.
Ao pai, ao capitão, ao homem da defesa.
Ao quinto elemento.
À panela fechada.
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AUTHOR: Marcos Oliveira
TITLE: 5/5/2007 01:04:44 AM
DATE: 5/5/2007 01:04:44 AM
CATEGORY: Nenhum
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BODY: make love to me forever
Fica bonito
ler Neruda
e passear por seus ombros;
curvas que
se mais bonitas
seriam mentira.
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