AUTHOR: Marcos Oliveira
TITLE: 9/30/2007 12:43:33 AM
DATE: 9/30/2007 12:43:33 AM
CATEGORY: Nenhum
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BODY: hell-a something
Era uma vez um cara. Um cara imbecil. Não convém explicar o que é imbecil, porque se você não sabe o que é ser imbecil... bem... talvez você seja um. Ou uma. Sei lá. Como é que eu vou adivinhar seu sexo? Não sei. Nem sei quem lê ou quando lê isso aqui. Mas tinha esse cara e ele era imbecil e conheceu uma menina. Aí a menina... Não. Merda. Se eu disser o que a menina fez não vai ter graça. Se eu disser agora, claro, não vai ter graça. Vou mudar de parágrafo então.
Bem... aí um cara conheceu uma menina num lugar onde não se espera conhecer uma boa menina. Não um bordel, ou um copo-sujo ou seja lá o que você, seja lá qual for o seu sexo, pensou. É uma metáfora. E se você, seja lá qual for o seu sexo, não percebeu a metáfora... bem, talvez seja tão imbecil quanto o cara que conheceu a menina. Não que conhecer uma menina num botequim signifique que ela não preste. Ou num bordel. Mas é o clichê mais velho da humanidade: o cara que se apaixona por uma menina de bordel. Oras. Eu odeio clichês. E, merda, quantas vezes eu já falei que não gosto? Não responda, até porque eu não vou escutar, ou ler, ou me interessar pela resposta. Tô tentando contar a história aqui.
A tal menina era bacana, apesar do menino ser imbecil. Sacou? É que é fácil inferir que pessoas imbecis não conhecem pessoas bacanas, porque pessoas bacanas não se envolvem com pessoas imbecis. Ou o contrário. Tanto faz. Ou não. Talvez ela nem fosse bacana, já que o imbecil a conheceu num lugar onde não se espera conhecer uma boa menina. Não um bordel, ou um copo-sujo ou seja lá o que você, seja lá qual for o seu sexo, imaginou. Pois, então. Ela era bacana, ou não, mas o menino imbecil a conheceu. E pra ser sincero, depois de três parágrafos, perdi completamente a vontade de escrever. Ou não. Talvez eu não lembre mais o que me motivou a falar sobre o menino imbecil que conheceu a tal menina. O negócio é que, no final, com toda a certeza, com redondos e maravilhosos zeros num 100% de certeza, o menino imbecil descobriu que era bem mais imbecil do que imaginava. E tudo por causa de uma menina que conheceu num lugar onde não se espera conhecer uma boa menina. E que não era um bordel, nem um copo-sujo e nem nada que você, seja lá qual for o seu maldito sexo, imaginou.
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AUTHOR: Marcos Oliveira
TITLE: 9/15/2007 07:28:56 PM
DATE: 9/15/2007 07:28:56 PM
CATEGORY: Nenhum
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BODY: retro VII
Não importa se usa ou não. Não importa se importou-se ou não. A conclusão que se chega é que as coisas passam a não importar. E eu sei, moço. É difícil ver não usar. Ainda mais quando parte da felicidade está no conjunto das coisas. O junto. O que não acaba. Mas, olhe pelo lado bom: Tudo passou em um piscar de olhos e você já vê dificuldade em ter lembranças com as cores da tarde. Isso é muito positivo, mesmo vendo não usar.
Chega a ser estranho escrever desprovido de senso. Os pensamentos parecem mais leves com essas segundas intenções embutidas. Não importa o certo ou o errado, o bem ou o mal, o rápido ou o lento. Principalmente o rápido ou o lento. E você sabe disso melhor do que qualquer um. Se tudo está turbulento demais, se tudo está horrorosamente tedioso: Não importa. Não importa se não usa. Não importa mesmo. É cansativo esperar a esperança do uso. Além do mais, para quem tem a cabeça limitada, o amargo está apenas em nossas línguas. Para quem espera a esperança do uso de qualquer coisa o amargo está nas vozes mudas gritando dentro de nossas vontades.
Houve um tempo, já disse, em que se separava as músicas pelas pessoas que elas lembravam, e, quando isso acabou, perdeu a graça. É visível em seu rosto que perdeu a graça. Mesmo sendo invencível a seus olhos, descer até lá olhando para trás não vai fazer as vozes mudas e amargas sumirem. "Para não tocá-la melhor nem vê-la", é o que você deve estar pensando em me dizer. Mas aí eu discordo, porque você a toca mesmo sem vê-la. Pior: não ignora a esperança do uso daquilo que você também usa...
Aí o telefone tocou. Todos os objetos em volta tremiam freneticamente ao ponto de perder seus respectivos contornos. Ao atender o telefone ficou triste por escutá-la chorar. Não sabia o que dizer ao certo, pois nem mesmo com os olhos fechados as coisas paravam de tremer. Ficou mais triste ainda quando entendeu que ela chorava por também esperar esperanças. Não de uso, como ele espera e tentou negar por muito tempo, mas esperança de respeito. Ela também sentia o amargo por esperar esperanças de respeito.
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AUTHOR: Marcos Oliveira
TITLE: 9/10/2007 08:43:16 PM
DATE: 9/10/2007 08:43:16 PM
CATEGORY: Nenhum
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BODY: be stupid. be a hero
Se Deus existisse faria todos os meus dias com 54 horas.
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