AUTHOR: Marcos Oliveira
TITLE: 1/24/2008 01:29:41 AM
DATE: 1/24/2008 01:29:41 AM
CATEGORY: Nenhum
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BODY: welcome to the good life
É preciso ter muita coragem para dizer verdades sobre si mesmo. Muita. Eu, para servir de exemplo, há alguns segundos atrás, quase esparramei umas quatro verdades cáusticas aqui. Ainda bem que o arrepio na espinha aconteceu. Foi providencial. Providencial. E a pergunta que eu faço a quem quiser responder é essa: Em quantos mentirosos você acredita? Porque, vos digo, eu não sou nada corajoso. Nada.
eu sou um aposto
Quantos dedos você tem
para me dar?
Dedos
para mexer em cabelos,
fechar olhos terceiros
e ficar
entre as promessas
e o que vier depois.
Eu sou um aposto.
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AUTHOR: Marcos Oliveira
TITLE: 1/17/2008 01:58:37 AM
DATE: 1/17/2008 01:58:37 AM
CATEGORY: Nenhum
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BODY: don’t panic; my mistake
Eu tinha todo um outro texto pronto e ele sumiu. Fi-lo assim, bem cuspido, como deve ser feito. Se no texto que perdi já não sabia do que falar, imagine agora que não tenho nem o que falar sobre não ter o que falar. É claro que sempre há o que se falar. Claro. No entanto as palavras parecem brigar umas com as outras toda vez que penso em imaginar em começar a querer escrever sobre algo. É mais ou menos como em nossos anos de colégio. Basta trocar "palavras" por "meninas" e as situações tornam-se idênticas. Impressionante como conseguiam, as meninas, criar conflitos tão complexos baseadas em coisas tão estúpidas. Impressionante como conseguem, as palavras, criar conflitos tão complexos e me encherem o saco não combinando umas com as outras. As frases que elas formam me dão asco. Os períodos ficam longos, longos, longos. Cansativos. Tão cansativos quanto as infinitas meninas e suas brigas idiotas no colégio. Mas, ah... as meninas! E sim, isso foi um suspiro. Não tanto pelas meninas, porque elas merecem muitos e caprichados suspiros; mas muito mais pelas idiotices tão bem trabalhadas. É uma outra escola dentro da escola. Aliás, transcende os muros do ensino fundamental e médio e superior. É uma escola de vida. Atrevo-me a dizer que minhas melhores professoras foram mulheres. As mulheres. Todas as mulheres de minha vida. Todo e cada ser do sexo feminino que cruzou meu caminho ou simplesmente preferiu trocar olhares diagonais. Toda tia. Toda vizinha. Entendem? Toda menina: a de língua bifurcada, a infiel manipuladora manipulada, a da esquina, a culpada, a falsa amiga, a súbita, a inesperada, a inimaginável, a encanada, a pequena, a ninfomaníaca, a que eu não lembro nem o nome... todas. E é com imensurável humildade de eterno aprendiz que afirmo: Herbert Vianna é o deus do momento por me emprestar as palavras sem conflitos. É o deus do momento por eu quis dizer/você não quis escutar/agora não peça/não me faça promessas/Eu não quero dizer/nem quero acreditar/que vai ser diferente/que tudo mudou, e principalmente por você diz não saber/o que houve de errado/e o meu erro foi crer/que estar ao seu lado/bastaria. Não basta. Não basta.
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AUTHOR: Marcos Oliveira
TITLE: 1/9/2008 01:58:36 AM
DATE: 1/9/2008 01:58:36 AM
CATEGORY: Nenhum
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BODY: no end book
Miguel. Nome de anjo, mas quase nome de santo: João. Nasci no dia 24 de Junho de 1986, em Belo Horizonte. Dia de São João. O dia mais frio daquele ano de acordo com minha avó paterna. Dizem que não é muito bom nascer no dia mais frio do ano. Justamente pelo frio creio eu, mas nascem centenas de pessoas a cada instante. Centenas. Todos os dias do ano. Não sei ao certo qual a diferença entre nascer no mais frio ou mais quente dia. Sinceramente, eu não sei. O problema é que qualquer um no meu lugar escolheria não ter nascido. Não por causa do frio ou por qualquer outro inconveniente do dia.
***
Todos acreditavam que ela estaria com Suzana na fazenda. Foi o que aconteceu nas últimas férias: Renata foi e não avisou. Voltou dois dias depois com Suzana e o pai da menina, Otávio, cheias de histórias sobre cavalos e tombos. Deixou nossa mãe louca da vida. – Eu vou te matar, Renata! Você me paga! – dizia minha mãe. Mas estávamos de férias. E em Pavão, apesar dos sérios avisos de minha avó sobre os perigos que não enxergávamos, nada era muito preocupante. Era possível sair pelas ruas à noite...
***
Eu não dormi. Aliás, não sei como ainda conseguia dormir. Mas, de praxe, em noites como aquela eu não dormi. A casa da minha avó estava cheia. Todos os quartos ocupados. Não eram muitos, todavia dizer que todos os quartos estavam ocupados dá a impressão de que sim. Mas, não. Eram apenas três e estavam ocupados. Eu, meu irmão e meu primo nos ajeitamos ali mesmo na sala com colchões e alguns lençóis. Estava quente demais e Pavão era assim em Janeiro. Nada para se estranhar. E eu não dormi.
***
Há três dias Renata havia sumido. Era o primeiro Natal...
***
Eram assustadores, porque existem gritos e gritos. E eram indistinguíveis os vindos do quarto de minha avó. Assustadores. Acordaram todos na casa. Um misto de choro, horror e desespero. Daquele tipo de coisa que ou você não quer escutar ou fica em dúvida se é humano. Berros incessantes: Ora agudos e roucos, ora mais graves e curtos. Assustadores. Não demorou muito para pessoas baterem palmas lá do lado de fora e perguntarem o que estava acontecendo.
***
Algum dia, quem sabe, eu consiga publicar alguma coisa. São tantos livros não acabados. Tantas histórias que eu quero contar. Enquanto isso não acontece vou treinando. Escreverei aqui toda semana. Hoje seria um monólogo pesado e triste, mas preferi guardá-lo e postar esse, ham, projeto de livro. Porque o monólogo seria pesado e triste.
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AUTHOR: Marcos Oliveira
TITLE: 1/5/2008 11:49:14 PM
DATE: 1/5/2008 11:49:14 PM
CATEGORY: Nenhum
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BODY: 2008
Deveria eu iniciar o ano com um texto novíssimo, promessas de posts semanais e toda essa ladainha? Se sim, sim. Se não, não.
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